Terça Traquina – Pai: O começo de tudo.


Pai: o começo de tudo

“Ouve a teu pai, que te gerou (…)”

Pv. 23.22a

No dicionário Michaelis, encontramos a seguinte definição para a palavra pai: sm (lat patre1 Homem que gerou um ou mais filhos em relação a estes; genitor; homem colocado no primeiro grau da linha ascendente de parentesco. 2. Animal macho que gerou outro. 3 Benfeitor, protetor. 4 Criador, fundador.

Sendo assim, não é de se admirar que no imaginário social, a palavra pai é livremente associada à lei, ordem, proteção, cuidado etc.; ao mesmo tempo em que pesam outros significados: abandono, desconhecimento, distanciamento, separação etc. Até aqui já ficou clara a complexidade do termo? Justamente por este motivo, dedicaremos o mês de agosto ao tema, buscando abordar o pai enquanto função, afeto e fé.

Independente de todo e qualquer significado, o pai é fator determinante na vida de um ser. E sua importância se dá, sobretudo, a partir da concepção, afinal, se não fosse o encontro dos gametas sexuais, biologicamente falando, não existiria uma vida.

Para além desta questão, o pai também está presente ao longo da vida, no ato de amar, educar, dar limites, representando uma figura de autoridade e referência para a criança. É uma figura tão importante, que até quando está ausente, está presente.

Sim, a ausência de um pai na vida de um ser, seja criança, adolescente ou adulto, é bastante danosa. Às vezes, ele até mora na mesma casa, mas não oferece o que realmente importa. Às vezes mora distante. Em outras vezes, nem chegou a conhecer o filho, pelos mais diversos motivos: da morte ao desinteresse. Ainda assim, ele continua sendo importante, porque cria um registro na subjetividade da criança, e esta pode recriá-lo a partir dos seus desejos e necessidades; ou ainda, dar novos significados a paternidade quando ela mesma for exercer a função paterna.

É por essas e por outras que a paternidade é essencial para a constituição e desenvolvimento de um ser; e é mágico quando um pai se conscientiza que precisa de bem pouco para marcar afetiva e efetivamente a vida de um filho. Às vezes é uma brincadeira na infância ou uma palavra dita; um carinho feito no momento e do jeito certo. Os brinquedos se quebram, mas o amor sentido jamais será esquecido.

Carla Q. Matias