Terça Traquina – Mãe, amor!


Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se elas permanecerem em fé e amor e santificação, com bom senso”. (I Timóteo 2:15).

Se engana quem pensa que escrever sobre este tema é tarefa fácil. Refletir sobre a mulher que dá sentido à nossa existência é, no mínimo, remontar toda a nossa história de vida e tudo que sabemos a respeito do que é ser humano. É o nosso primeiro laço. É, muitas vezes, onde aprenderemos a ser o que somos, mesmo que para isto, precisemos discordar delas tantas vezes.

São as mães quem nos apresentam ao mundo e às nossas relações. É quem nomeia tudo para nós. Foi ela quem nos disse que o que estávamos sentindo, nos primeiros dias de vida, era fome, sono ou cólica. No nosso processo de amadurecimento, nos autorizamos a utilizar os nossos próprios conceitos para nomear os fenômenos que acontecem em nossas vidas. Penso que seja justamente este o momento mais gratificante e angustiante para uma mãe: acompanhar o crescimento do filho e o desenvolvimento da sua autonomia, sem deixar de sentir o mesmo amor e cuidado que sentiu quando segurou-o nos braços pela primeira vez.

E quando falo em mães, falo na biológica que teve seu filho através do parto normal ou cesariana; falo no pai, avó, tia ou irmã que exerce a função materna; falo naquela mulher que, por qualquer impossibilidade, não pôde gerar seu próprio filho e se enche de amor, esperança e coragem para adotar.

Ser mãe é muito mais que gerar um ser dentro de si. Ser mãe é se tornar disponível para as aventuras de uma vida que transborda amor e medo, beleza e cansaço, acertos e erros. É se encorajar, todos os dias, para se tornar a melhor versão de si, ser motivo de orgulho e fonte de sabedoria para o seu filho.

Particularmente, tenho muito a parabenizar e agradecer: tenho a melhor mãe que alguém poderia ter, conheço e convivo com mães maravilhosas, e já tenho uma amostra grátis do quão grandioso é amar, como uma mãe, uma sobrinha linda.

Parabéns, Mães! Continuem firmes na batalha que é viver sendo responsável por um outro ser que, mais cedo ou mais tarde, vai ter vocês como referência para dar continuidade à vida. Que vocês não percam a ternura diante das decepções ou falta de reconhecimento. Tenho certeza que o amor que há dentro de vocês supera tudo isso. Sejam felizes!

 

Carla Q. Matias

Psicóloga