Terça Traquina – Educação e Afetividade


“Eu amo você!” “Você é muito especial para mim’. “Como você é inteligente! ” “Gosto muito de você!” . Essas frases quando  repetidas várias e várias vezes aos ouvidos de uma criança contém um dos antídotos mais poderosos para doenças crônicas deste século: a baixa autoestima e a depressão. Pais e avós, tios e professores, vizinhos e amigos parecem desconhecer o potencial dessas sentenças poderosoas.

A afetividade é um dos principais elementos do desenvolvimento humano. O afeto é o combustível necessário  para que o aprendizado com significado aconteça. . Toda criança desde o nascimento tem necessidade de atenção e afeto. Um educador afetivo favorece uma relação de segurança e evita bloqueios de aprendizado.

Aos olhos da criança o adulto é aquele ser supremo que medirá o seu sucesso e infelizmente, muitas vezes, seu valor. É preciso observar e entender as crianças e adolescentes através de seus olhares, gestos e expressões faciais, choro que pode ser manifestação de raiva, medo frustração ou tristeza, e validar esses sentimentos. A afetividade pode derrubar rótulos e levantar a autoestima. Deveria haver em todos nós a preocupação em reconhecer a criança e o adolescente como um ser completo ainda que em formação.

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” Efésios 4.19 BSVD.

Ser amado é questão de sobrevivência. Vivemos uma época de carência afetiva enorme. As relações virtuais estão matando o abraço e mascarando a proximidade e intimidade. Somos amigos de todos e temos intimidade com ninguém. Infelizmente isso chegou em nossas crianças e adolescentes dentro de nossas casas também. Não é raro vermos o absurdo de pais e filhos falarem-se com mensagens de celular, dentro da mesma casa! O atraso no aprendizado de nossas crianças, apesar de irem para a escola cada vez mais jovens está ligado fortemente á falta de afeto concreto. Amor para criança é amor visível e palpável. Elas ainda não são possuem pensamento abstrato. Elas compreendem beijos e abraços.

Lembro-me com alegria de ter sido criada por uma avó carinhosa que sempre tinha palavras de elogio e incentivo para os netos. Quando fiz pipocas pela primeira vez ela me abraçou, beijou e disse: Gente, a  minha mocinha sabe fazer pipoca!!! Isso foi há 45 anos atrás e eu ainda posso sentir seu perfume, seu abraço e beijo.

Pense em sua infância: as pessoas que lhe marcaram mais profundamente foi por causa da relação de afeto, boa ou ruim. As coisas boas e ruins que você aprendeu estão embebidas em emoções.

Não deixe passar a º oportunidade de beijar e abraçar uma criança hoje e lhe dizer o quanto ela é importante para você e para Deus.

Janaina Vieira

Aposentada como professora.